Editorial
O ponto central deste artigo é a discussão sobre a atuação de poderes financeiros numa escala global. Defende que os sistemas financeiros nacionais ou regionais não estão imunes a mudanças estratégicas relacionadas com o poder internacional, e que, por outro lado, os atores da defesa nacional beneficiam se desenvolverem e enquadrarem o conhecimento da estratégia do poder financeiro internacional.
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O ponto central deste artigo é a discussão sobre a atuação de poderes internacionais à escala global, através de um conceito de geofinança - poder financeiro internacional, que se defende ser um meio de guerra não convencional e irregular, com capacidade ofensiva eficaz, na gestão de conflitos através de abordagem indireta; um tal poder revela características de Hard e Soft power e corresponde à prossecução do interesse nacional. O 'centro de gravidade e teatro de operações' é o sistema financeiro internacional que assenta em três pilares: atuação em rede, a moeda internacional, ea a sensibilidade da rede do sistema à informação exterior. Identificam-se as variáveis que imprimem força ao poder geofinanceiro na defesa do interesse nacional; são elas a lei e autoregulação, a moeda internacional e as reservas de moeda internacional, o interesse nacional revertido na política monetária e cambial, a dívida externa, o investimento estrangeiro e o património financeiro internacional, a Soft e Hard law, a capacidade de Soft power e a cultura geofinanceira do sistema. Sugere-se ainda, um modelo operacional do processo estratégico geofinanceiro, por analogia à teoria da estratégia militar, identificando mecanismos numa lógica de ação estratégica que explora os elementos surpresa e movimento.